Talvez tenha ficado meio vago o título do post anterior, Aprendendo a malandragem. Na verdade eu estava me referindo a estar começando a largar interesses infantis para me interessar por coisas mais "adultas", ou diria, de adolescentes na puberdade. Alguns dos interesses de que estou falando é sobre namorar, paquerar e querer sempre parecer um pouco mais velho e experiente. Como se não fosse "ontem", que havia deixado de ser criança.
Desde então, estava eu sempre metido com meu irmão mais velho. Com suas amizades, que no geral eram de 3 a 6 anos mais velhos que eu, tinham outras conversas e interesses, inclusive alguns maus interesses.
Nessa época eu até cheguei a experimentar cigarro da mão desses meus amigos. Lembro das festas jovens em que participei, uma delas foi na garagem da minha casa. Meu irmão, que desde aquela época já era metido a DJ, programou sua festa, convidou os amigos, montou um iluminação e som. Sei que havia muitos casais namorando, se beijando. E eu era apenas uma criança, querendo ser adolescente, mas ainda criança. Naquela festa fiquei "segurando vela" pra todo mundo. Ainda lembro que tinha sempre aquela parte da festa em que se colocava umas músicas românticas, lentas. Aí os casais que ainda não tinham se ajeitado, começavam a dançar juntinhos e daí rolava o beijo.
Outra festa que teve foi na casa do Cristiano (amigo do meu irmão, Christian), da Viviane (que anos mais tarde viria a ter um filho com meu irmão) e do Nenê (irmão mais novo deles que era mais meu amigo). Nessa festa lembro que tinha bastante bebida, eu bebi também, mas o Christian bebeu de ficar louco. Tinha uma amiga nossa, a Kelly, que ele era apaixonado. E como ela não quis ficar com ele, ele bebeu todas. Isso não é novidade pra ninguém nessa idade, não é?
Quem não encheu a cara uma vez na vida por causa de um fora que levou de uma menina.
E assim foi aquele ano, toda semana pelo menos, eu e meus amigos e amigas da mesma idade, brincávamos de "moranguinho - morangão", que era como nós chamávamos a famosa brincadeira de "Salada Mista", que na verdade servia apenas para juntar os casaisinhos.
Outra coisa que gostávamos de brincar éra de Verdade ou Desafio, sempre com o mesmo objetivo.
Nessa época começou também a aumentar a tolerância dos meus pais com o horário de ficarmos na rua. Então sempre era escuro e ainda estávamos brincando. E com a noite, vem novas brincadeiras, como: esconde-esconde, cobra-cega, gato-mia... o que? Você não sabe como é a brincadeira do gato-mia? Vou explicar:
Primeiro, a brincadeira tem que ser de preferência em um quarto fechado e sem luz, senão serve em qualquer lugar que não tenha para onde fugir, mesmo que tenha luz (nesse caso quem vai pegar tem que estar vendado) mas não tem muita graça assim.
Segundo, uma pessoa é escolhida para ser quem vai ter que pegar.
As outras tem que se esconder dentro do quarto.
Quando a pessoa que está pegando encontrar alguém, que vai ser no escuro, e a pessoa não pode mais fugir. A pessoa que está pegando, passa a mão na outra pessoa pra tentar adivinhar quem é e diz: "Gato, mia!"
Então a pessoa que for pêga tem que imitar um gato: "Miiiiau".
E pelo miado quem ta pegando tem que adivinhar quem pegou. Se errar, continua pegando. Se acertar, aquela pessoa que foi pêga passa a pegar.
Qual a moral da brincadeira: ficar todo mundo no escuro, assim podendo namorar sem ninguém ver, e pra quem esta pegando poder passar a mão principalmente se for por sacanagem.
Agora acho que deu pra entender direito o porque desses 2 últimos posts terem o título de "Aprendendo a malandragem", né...
esperem o próximo post einh.
Quinta-feira, Julho 16, 2009
Domingo, Julho 12, 2009
Aprendendo a malandragem
Só pra não esquecer, vou contar como foi o últimos meses de 1992. Pelo menos eu acho que foi por essa época.
Essa foi a fase onde eu estava com bastante contato com o meu primo Anderson. Ele que era o "pegador", digamos assim. Sempre conseguia as melhores gatinhas. Ele vinha em finais de semana dormir em casa, eu as vezes ia na casa dele. E assim começamos a ficar até um pouco mais tarde na rua e paquerar as meninas do minha rua e das ruas próxima.
Meu primo era o mais adiantado, já começou a "namorar" com a Gabriela, uma super amigona que sempre considerei muito. Parceira mesmo. Até chegamos a trabalhar juntos, se é que aquilo podia se chamar de trabalho. Mas essa história eu ainda vou contar mais tarde.
Ela era (não posso dizer se ainda é, mas deve ser) bem bonita, confesso que eu também tinha interesse nela. Mas também, nessa idade, a gente tinha interesse em todas que eram bonitas. Cada dia eramos apaixonados por uma diferente. Hahaha. Quem não foi assim? Não é?
E passado um tempo, eu também me ageitei com uma menina da "rua de cima", a Ana Elisa. Era muito bonita também. E eu que, sinceramente, era bem feinho nessa época, me sentia um cara de sorte.
Digo bem feinho, porque nesse tempo eu não me preocupava com a aparência e não tinha roupas legais nem tênis de marca, na verdade nos últimos anos nós (família) estávamos passando por bastante dificuldades. E isso refletia em nossa aparência perante os outros. Roupas velhas, normalmente doadas por alguns conhecidos, cabelo mal cortado ou mal arrumado porque nem conhecia gel para cabelo. Ainda mais com o cabelo ruim que eu sempre tive. Alguém que me conhece hoje, consegue imaginar eu arrumar meu cabelo sem gel? Pois é, melhor não imaginar.
E foi nesse tempo que eu aprendi o que era beijar na boca e sentir atração por uma menina. Sabe aquela sensação de arrepio e o coração bater mais forte e mais rápido. E mão daqui e mão dali. Não preciso explicar mais nada né.
Apesar de não ter sido minha primeira namoradinha, a primeira foi a Érica, que morava em frente a casa de minhã avó paterna. E antes da Ana Elisa, tinha também dado uns beijinhos na Rose, que morava ao lado da casa de minha avó materna, em uma festa de final de ano.
Considero que minha "vida amorosa" começou com a Ana Elisa. Ela era mais nova do que eu, eu tinha 10 anos e ela tinha 9 ou 8, mas mesmo assim acho que ela que acabou me ensinando a beijar. Não que eu não soubesse, mas lembro uma vez que eu fui para beijá-la e pensando em dar um "selinho" e ela veio e me deu um baita beijo de novela. E eu só acompanhei né. Afinal era a primeira vez que eu beijava daquele jeito. E ela, pelo menos parecia, eu acho que tinha uma certa experiência. Até porque, sei que ela ja havia "ficado" com o Cizinho, um outro menino, mais ou menos da mesma idade que eu que morava na rua dos Crisântemos (rua que ficava em cima da de cima).
Mas nesse ano começamos a se empolgar com essa história de namorada e todas as festas que tinha, pelo menos uma (namorada) nós dávamos um jeito de arrumar. Era em festa de natal, de ano novo, são joão, na rua, na escola. Todas as meninas bonitinhas a gente atacava.
Lembro bem ainda, era natal ou ano novo de 1992, e nesse ano passei esses dias no bairro onde meu primo morava, o Jardim Paraíba. E ali sempre dava boas festas nesses dias. Na verdade, em Jacareí foi onde vi as melhores festas juninas, de natal e de ano novo. Em Jacareí, realmente sabíamos festejar. Mas voltando ao final do ano de 1992. Ali fizeram uns coquetéis alcoólicos, bem fraquinhos, para que pudessemos beber. E começamos a tomar aquilo, era umas batidas de "abacaxi + leite condensado + champanhe", ou combinações com outras frutas.
Logo estávamos "alegres" e sem um pingo de vergonha. Lá é comum os vizinhos entrarem nas casas dos outros para comemorar junto com a vizinhança. Entramos nas casa dos amigos (vizinhos) do meu primo e jogamos carta, comemos, assim, todos juntos como se a toda visinhança fosse uma grande família. E ao chegar perto a meia-noite, íamos fazer nossa "ceia" com a família, e passada a meia-noite saía todo mundo pras ruas comprimentar todos que encontrássemos. E beber, encontrar com os amigos, as meninas e começar a fase da paquera. Lembro que nesse ano chegávamos nas meninas e dizíamos: "Quer namorar comigo?", na verdade esse namoro seria o mesmo que o ficar de hoje. E acabei ficando mesmo com uma garota lá do bairro, não lembro o nome dela, mas quem sabe meu primo lê esse post, lembra que era e deixa um comentário. Vamos esperar!
E em 1993, quando já estava na 4ª série, apesar de sempre ter uma certa "admiração" por uma coleguinha que sempre estudo comigo (a Isamara), nesse ano que eu comecei a tentar demonstrar isso a ela. Talvez ela nunca tivesse notado e nem saiba disso até hoje. A um tempo atrás até tive contato com ela através do orkut. Mas como o tempo passou e cada um seguiu seu caminho, acabamos ficando apenas com lembranças da infância.
Tá muito tarde e vou continuar esse post num outro dia....
Essa foi a fase onde eu estava com bastante contato com o meu primo Anderson. Ele que era o "pegador", digamos assim. Sempre conseguia as melhores gatinhas. Ele vinha em finais de semana dormir em casa, eu as vezes ia na casa dele. E assim começamos a ficar até um pouco mais tarde na rua e paquerar as meninas do minha rua e das ruas próxima.
Meu primo era o mais adiantado, já começou a "namorar" com a Gabriela, uma super amigona que sempre considerei muito. Parceira mesmo. Até chegamos a trabalhar juntos, se é que aquilo podia se chamar de trabalho. Mas essa história eu ainda vou contar mais tarde.
Ela era (não posso dizer se ainda é, mas deve ser) bem bonita, confesso que eu também tinha interesse nela. Mas também, nessa idade, a gente tinha interesse em todas que eram bonitas. Cada dia eramos apaixonados por uma diferente. Hahaha. Quem não foi assim? Não é?
E passado um tempo, eu também me ageitei com uma menina da "rua de cima", a Ana Elisa. Era muito bonita também. E eu que, sinceramente, era bem feinho nessa época, me sentia um cara de sorte.
Digo bem feinho, porque nesse tempo eu não me preocupava com a aparência e não tinha roupas legais nem tênis de marca, na verdade nos últimos anos nós (família) estávamos passando por bastante dificuldades. E isso refletia em nossa aparência perante os outros. Roupas velhas, normalmente doadas por alguns conhecidos, cabelo mal cortado ou mal arrumado porque nem conhecia gel para cabelo. Ainda mais com o cabelo ruim que eu sempre tive. Alguém que me conhece hoje, consegue imaginar eu arrumar meu cabelo sem gel? Pois é, melhor não imaginar.
E foi nesse tempo que eu aprendi o que era beijar na boca e sentir atração por uma menina. Sabe aquela sensação de arrepio e o coração bater mais forte e mais rápido. E mão daqui e mão dali. Não preciso explicar mais nada né.
Apesar de não ter sido minha primeira namoradinha, a primeira foi a Érica, que morava em frente a casa de minhã avó paterna. E antes da Ana Elisa, tinha também dado uns beijinhos na Rose, que morava ao lado da casa de minha avó materna, em uma festa de final de ano.
Considero que minha "vida amorosa" começou com a Ana Elisa. Ela era mais nova do que eu, eu tinha 10 anos e ela tinha 9 ou 8, mas mesmo assim acho que ela que acabou me ensinando a beijar. Não que eu não soubesse, mas lembro uma vez que eu fui para beijá-la e pensando em dar um "selinho" e ela veio e me deu um baita beijo de novela. E eu só acompanhei né. Afinal era a primeira vez que eu beijava daquele jeito. E ela, pelo menos parecia, eu acho que tinha uma certa experiência. Até porque, sei que ela ja havia "ficado" com o Cizinho, um outro menino, mais ou menos da mesma idade que eu que morava na rua dos Crisântemos (rua que ficava em cima da de cima).
Mas nesse ano começamos a se empolgar com essa história de namorada e todas as festas que tinha, pelo menos uma (namorada) nós dávamos um jeito de arrumar. Era em festa de natal, de ano novo, são joão, na rua, na escola. Todas as meninas bonitinhas a gente atacava.
Lembro bem ainda, era natal ou ano novo de 1992, e nesse ano passei esses dias no bairro onde meu primo morava, o Jardim Paraíba. E ali sempre dava boas festas nesses dias. Na verdade, em Jacareí foi onde vi as melhores festas juninas, de natal e de ano novo. Em Jacareí, realmente sabíamos festejar. Mas voltando ao final do ano de 1992. Ali fizeram uns coquetéis alcoólicos, bem fraquinhos, para que pudessemos beber. E começamos a tomar aquilo, era umas batidas de "abacaxi + leite condensado + champanhe", ou combinações com outras frutas.
Logo estávamos "alegres" e sem um pingo de vergonha. Lá é comum os vizinhos entrarem nas casas dos outros para comemorar junto com a vizinhança. Entramos nas casa dos amigos (vizinhos) do meu primo e jogamos carta, comemos, assim, todos juntos como se a toda visinhança fosse uma grande família. E ao chegar perto a meia-noite, íamos fazer nossa "ceia" com a família, e passada a meia-noite saía todo mundo pras ruas comprimentar todos que encontrássemos. E beber, encontrar com os amigos, as meninas e começar a fase da paquera. Lembro que nesse ano chegávamos nas meninas e dizíamos: "Quer namorar comigo?", na verdade esse namoro seria o mesmo que o ficar de hoje. E acabei ficando mesmo com uma garota lá do bairro, não lembro o nome dela, mas quem sabe meu primo lê esse post, lembra que era e deixa um comentário. Vamos esperar!
E em 1993, quando já estava na 4ª série, apesar de sempre ter uma certa "admiração" por uma coleguinha que sempre estudo comigo (a Isamara), nesse ano que eu comecei a tentar demonstrar isso a ela. Talvez ela nunca tivesse notado e nem saiba disso até hoje. A um tempo atrás até tive contato com ela através do orkut. Mas como o tempo passou e cada um seguiu seu caminho, acabamos ficando apenas com lembranças da infância.
Tá muito tarde e vou continuar esse post num outro dia....
Sábado, Julho 11, 2009
Pré-adolescente - um pirralho sempre gosta de ser chamado assim
Sei lá porque demorei tanto pra escrever de novo. Talvez a morte de Michael Jackson tenha ocupado mais o meu tempo nas rodas de conversas e também tenho me divertido um pouco com jogos de computador (um tipo de fuga para minha cabeça escapar um pouco dos assuntos de trabalho).
Mas vamos continuar por meados de 1992, eu estava na 3ª série e estava completando 10 anos, uma década de vida e os interesses já não eram mais os mesmos. Além é claro da rebeldia que começava a aflorar, um pouco antes do que de costume na maioria das crianças eu confesso mas, como eu já coloquei em outro post, não sei se isso era bom ou não, mas eu estava um sempre um pouco a frente dos meus colegas.
Uma explicação pra ter conduzida dessa maneira minha infância, foi eu ser o mais novo de 3 irmãos e eu sempre me espelhar neles. O meu irmão mais velho, me influenciando um pouco com relação a músicas, atitudes (as quais eu considerava "maneiras"), malandragem e meu irmão "do meio" influenciando na questão escolar, visto ele sempre ter sido ótimo aluno eu não podia ficar atrás né. Isso eu já não posso dizer de onde eu herdei ou aprendi, mas nunca gostei de ser o segundo melhor. Era até bom quando havia algum tipo de concorrência do que quer que fosse, para que eu pudesse me dedicar e melhorar ainda mais para me tornar o "primeiro".
Nesse ano de 1992 tive bastante disse, na escola principalmente. Com o aumento das exigências na sala de aula, começavam a se destacar alguns colegas, meninos e meninas, por determinadas características como bons em matemática ou português, outros melhor em estudos sociais e ciências. E EU? Como ficava nisso tudo? Eu estava sempre me esforçando ao máximo para ser o melhor. Mas é claro que não vou mentir aqui, dizendo que fui melhor em todos os aspectos, mas confesso que dava trabalho para meus concorrentes.
Nesse ano ainda, acho que não falei ainda nesse assunto, mas teve as olimpíadas de Barcelona. Que mobilizou a escola, o bairro e todo mundo para o esporte. Eu sinceramente não consigo me lembrar de ter sido incentivado a praticar algum esporte, mas acompanhei boa parte das competições. Volei, natação, atletismo eram as minhas modalidades favoritas.
Inclusive lembro de ter assistido a final do volei masculino onde o jogo foi finalizado com o saque de Marcelo Negrão.
Nessa época eu começava a me interessar por volei. Basquete também era uma das modalidades que gostava de acompanhar e jogar. Na tv nessa época passava alguns jogos da NBA, e nas olimpíadas a sensação era a seleção norteamericana.
Jogávamos basquete e volei na quadra ao lado da escola Tito Máximo, que era aberta ao público, mas tinha horários reservados para oficinas de esportes variados. Lembro bem que tinha um "negão", que apelidamos de "Zóião da Quadra" pela maneira que olhava para os adversários enquanto conduzia a bola de basquete. Ele jogava muito bem e dava um baile em nós que éramos um bando de pirralhos enchendo o saco.
Basquete não era mesmo a minha praia. Não tinha muita habilidade, ginga e nem pontaria. Agora, volei eu até que me dava bem. Depois de aprender os fundamentos eu costumava fazer boas partidas. Mas nessa época ainda era muito novo para me dedicar a algum esporte, ainda mais como já disse, não tive nenhum incentivo (não digo financeiro e sim moral mesmo) para praticar esportes.
Ao contrário, o que acabava acontecendo era meu pai comprar outro vídeo-game, mais moderno e daí que não nos exercitavamos mesmo. Mas isso ele não tem culpa, porque vídeo-games sempre foi uma de nossas (minha e de meus irmãos) maiores paixões.
Nesse época acho que tínhamos um vídeo-game derivado do nintendinho 8 bits. Era o auge desse tipo de vídeo-game e tinha várias locadoras na cidade, eu tinha ficha em várias delas e podíamos alugar jogos que não tinha em casa ficar alguns dias e nos matar de tanto jogar.
E assim passava o ano, em minha rotina de criança entrando na pré-adolescência. Afinal, nada melhor para uma criança do que ser chamado de pré-adolescente, pois isso o faz parecer mais adulto que os demais e mais perto de ser dono do seu nariz.
Pelo menos foi isso que me causou esse título de pré-adolescente.
Resultado:
+ rebeldia
- estudo
+ interesse por garotas
- tempo dentro de casa
E isso tudo é claro colaborando para que eu conhecesse os prós e contras da vida e moldando, construindo o que sou hoje.
Está chegando perto de revelar partes interessantes da minha história, nos próximos posts.
Agradeço o interesse de quem lê o que escreve e cuide para não usar como exemplo tudo que escrevo aqui.
kkk
até a próxima
Mas vamos continuar por meados de 1992, eu estava na 3ª série e estava completando 10 anos, uma década de vida e os interesses já não eram mais os mesmos. Além é claro da rebeldia que começava a aflorar, um pouco antes do que de costume na maioria das crianças eu confesso mas, como eu já coloquei em outro post, não sei se isso era bom ou não, mas eu estava um sempre um pouco a frente dos meus colegas.
Uma explicação pra ter conduzida dessa maneira minha infância, foi eu ser o mais novo de 3 irmãos e eu sempre me espelhar neles. O meu irmão mais velho, me influenciando um pouco com relação a músicas, atitudes (as quais eu considerava "maneiras"), malandragem e meu irmão "do meio" influenciando na questão escolar, visto ele sempre ter sido ótimo aluno eu não podia ficar atrás né. Isso eu já não posso dizer de onde eu herdei ou aprendi, mas nunca gostei de ser o segundo melhor. Era até bom quando havia algum tipo de concorrência do que quer que fosse, para que eu pudesse me dedicar e melhorar ainda mais para me tornar o "primeiro".
Nesse ano de 1992 tive bastante disse, na escola principalmente. Com o aumento das exigências na sala de aula, começavam a se destacar alguns colegas, meninos e meninas, por determinadas características como bons em matemática ou português, outros melhor em estudos sociais e ciências. E EU? Como ficava nisso tudo? Eu estava sempre me esforçando ao máximo para ser o melhor. Mas é claro que não vou mentir aqui, dizendo que fui melhor em todos os aspectos, mas confesso que dava trabalho para meus concorrentes.
Nesse ano ainda, acho que não falei ainda nesse assunto, mas teve as olimpíadas de Barcelona. Que mobilizou a escola, o bairro e todo mundo para o esporte. Eu sinceramente não consigo me lembrar de ter sido incentivado a praticar algum esporte, mas acompanhei boa parte das competições. Volei, natação, atletismo eram as minhas modalidades favoritas.
Inclusive lembro de ter assistido a final do volei masculino onde o jogo foi finalizado com o saque de Marcelo Negrão.
Nessa época eu começava a me interessar por volei. Basquete também era uma das modalidades que gostava de acompanhar e jogar. Na tv nessa época passava alguns jogos da NBA, e nas olimpíadas a sensação era a seleção norteamericana.
Jogávamos basquete e volei na quadra ao lado da escola Tito Máximo, que era aberta ao público, mas tinha horários reservados para oficinas de esportes variados. Lembro bem que tinha um "negão", que apelidamos de "Zóião da Quadra" pela maneira que olhava para os adversários enquanto conduzia a bola de basquete. Ele jogava muito bem e dava um baile em nós que éramos um bando de pirralhos enchendo o saco.
Basquete não era mesmo a minha praia. Não tinha muita habilidade, ginga e nem pontaria. Agora, volei eu até que me dava bem. Depois de aprender os fundamentos eu costumava fazer boas partidas. Mas nessa época ainda era muito novo para me dedicar a algum esporte, ainda mais como já disse, não tive nenhum incentivo (não digo financeiro e sim moral mesmo) para praticar esportes.
Ao contrário, o que acabava acontecendo era meu pai comprar outro vídeo-game, mais moderno e daí que não nos exercitavamos mesmo. Mas isso ele não tem culpa, porque vídeo-games sempre foi uma de nossas (minha e de meus irmãos) maiores paixões.
Nesse época acho que tínhamos um vídeo-game derivado do nintendinho 8 bits. Era o auge desse tipo de vídeo-game e tinha várias locadoras na cidade, eu tinha ficha em várias delas e podíamos alugar jogos que não tinha em casa ficar alguns dias e nos matar de tanto jogar.
E assim passava o ano, em minha rotina de criança entrando na pré-adolescência. Afinal, nada melhor para uma criança do que ser chamado de pré-adolescente, pois isso o faz parecer mais adulto que os demais e mais perto de ser dono do seu nariz.
Pelo menos foi isso que me causou esse título de pré-adolescente.
Resultado:
+ rebeldia
- estudo
+ interesse por garotas
- tempo dentro de casa
E isso tudo é claro colaborando para que eu conhecesse os prós e contras da vida e moldando, construindo o que sou hoje.
Está chegando perto de revelar partes interessantes da minha história, nos próximos posts.
Agradeço o interesse de quem lê o que escreve e cuide para não usar como exemplo tudo que escrevo aqui.
kkk
até a próxima
Sexta-feira, Junho 26, 2009
Especial: Homenagem ao grande ídolo Michael Jackson
Não é de hoje que cito Michael Jackson em meus posts, mas hoje tem um motivo especial. Aos 50 anos e prestes a completar 51 em 29 de agosto, e se preparando para uma volta fenomenal em uma turnê em Londres, morre o Rei do Pop.
Apesar de redundante, não há como deixar de comentar esse fato. Claro que não quero subtrair nem adicionar nada ao que todo mundo já sabe. Quero apenas descrever como seu estilo, sua música estiveram presentes na minha história.
Desde que me conheço por gente, eu escuto Michael Jackson. Não sei de onde veio (nem para onde foi), mas tínhamos um LP de Michael com as músicas Thriller, Billie Jean, entre outras. Não sei ao certo se era o consagrado álbum Thriller ou uma coletânea de sucessos, mas era o único disco que tinha em casa que eu colocava pra ouvir. Passaram-se algum tempo e eu já havia decorado as músicas, que até hoje "pulsam" dentro de minha cabeça como se ainda escutasse o som as vezes chiado do som tocando com aquela agulha sobre o vinil.
Cresci ouvindo Michael, e quando comecei a tomar conciência das coisas vem o album Bad, e os vídeos clipes na tv, me fazendo admirá-lo ainda mais. Nunca vou saber, mas talvez a influência em eu gostar tanto de dança, tenha sido das imagens que tinha de Michael dançando e meu irmão mais velho imitando e eu meio sem coordenação tentando o mesmo.
O passo "Moonwalker", clássico, que todos queriam aprender e que assistíamos repetidas vezes para tentar fazer com tamanha perfeição. Mas acho que como ele (Michael) fazia, ninguém um dia conseguiria fazer.
Como em sua memorável apresentação no aniversário de 25 anos de Motown, onde ele mostrou pela primeira vez o Moonwalker, em que ele anda alguns metros para trás e ainda ao final da vários giro sobre o seu próprio eixo muito rápido parando em seguida nas pontas dos pés. Tente fazer, para ver o que acontece?
Ele simplesmente era demais.
E então, passado um tempo ele lança "Dangerous", um LP, que também compramos (infelizmente não sei onde foi parar esse LP), seria uma relíquia com valor de ouro nos dias de hoje. E os sucessos do disco como Black or White, Jam, Dangerous (que dava nome ao álbum), Heal the World, sempre serão lembrados.
Vieram escandalos e excentricidades, e os fãs de verdade como eu nunca deixaram de admirar o "artista" Michael Jackson. Não quero nem saber se ele é, ou foi, culpado. O que interessa e o que vai ficar, pra sempre, são suas obras magníficas como cantor, dançarino, ator...
Como se diz sobre os músicais da Broadway, onde, nos espetáculos, o artista deve "representar, cantar e dançar", pois bem, Michael Jackson fazia isso, de maneira como nenhum outro fez e como provavelmente nenhum outro irá fazer.
E passaram-se os anos, veio o advento da internet, e as músicas correm o mundo numa velocidade incomparável. E hoje eu mesmo já tenho em meu acervo de músicas [digitais], meus mp3s como diria popularmente, toda a discografia de Michael Jackson. E agora com sua morte muito mais visibilidade seu trabalho terá e poderemos em fim apenas admirar a obra que deixou, sem nos preocupar com escândalos que venham para denegrir sua imagem.
Ao som de Billie Jean, termino esse post.
Descanse em PAZ, Michael Jackson.
Apesar de redundante, não há como deixar de comentar esse fato. Claro que não quero subtrair nem adicionar nada ao que todo mundo já sabe. Quero apenas descrever como seu estilo, sua música estiveram presentes na minha história.
Desde que me conheço por gente, eu escuto Michael Jackson. Não sei de onde veio (nem para onde foi), mas tínhamos um LP de Michael com as músicas Thriller, Billie Jean, entre outras. Não sei ao certo se era o consagrado álbum Thriller ou uma coletânea de sucessos, mas era o único disco que tinha em casa que eu colocava pra ouvir. Passaram-se algum tempo e eu já havia decorado as músicas, que até hoje "pulsam" dentro de minha cabeça como se ainda escutasse o som as vezes chiado do som tocando com aquela agulha sobre o vinil.
Cresci ouvindo Michael, e quando comecei a tomar conciência das coisas vem o album Bad, e os vídeos clipes na tv, me fazendo admirá-lo ainda mais. Nunca vou saber, mas talvez a influência em eu gostar tanto de dança, tenha sido das imagens que tinha de Michael dançando e meu irmão mais velho imitando e eu meio sem coordenação tentando o mesmo.
O passo "Moonwalker", clássico, que todos queriam aprender e que assistíamos repetidas vezes para tentar fazer com tamanha perfeição. Mas acho que como ele (Michael) fazia, ninguém um dia conseguiria fazer.
Como em sua memorável apresentação no aniversário de 25 anos de Motown, onde ele mostrou pela primeira vez o Moonwalker, em que ele anda alguns metros para trás e ainda ao final da vários giro sobre o seu próprio eixo muito rápido parando em seguida nas pontas dos pés. Tente fazer, para ver o que acontece?
Ele simplesmente era demais.
E então, passado um tempo ele lança "Dangerous", um LP, que também compramos (infelizmente não sei onde foi parar esse LP), seria uma relíquia com valor de ouro nos dias de hoje. E os sucessos do disco como Black or White, Jam, Dangerous (que dava nome ao álbum), Heal the World, sempre serão lembrados.
Vieram escandalos e excentricidades, e os fãs de verdade como eu nunca deixaram de admirar o "artista" Michael Jackson. Não quero nem saber se ele é, ou foi, culpado. O que interessa e o que vai ficar, pra sempre, são suas obras magníficas como cantor, dançarino, ator...
Como se diz sobre os músicais da Broadway, onde, nos espetáculos, o artista deve "representar, cantar e dançar", pois bem, Michael Jackson fazia isso, de maneira como nenhum outro fez e como provavelmente nenhum outro irá fazer.
E passaram-se os anos, veio o advento da internet, e as músicas correm o mundo numa velocidade incomparável. E hoje eu mesmo já tenho em meu acervo de músicas [digitais], meus mp3s como diria popularmente, toda a discografia de Michael Jackson. E agora com sua morte muito mais visibilidade seu trabalho terá e poderemos em fim apenas admirar a obra que deixou, sem nos preocupar com escândalos que venham para denegrir sua imagem.
Ao som de Billie Jean, termino esse post.
Descanse em PAZ, Michael Jackson.
Marcadores:
2009,
Especial Michael Jackson,
minha história
É errando que se aprende
É.... eu aprendi muito com a vida. Como o título do post anterior dizia, eu estava sempre um pouco a frente do meu tempo, dos meus amigos. Eu considero que me amadureci um pouco mais rápido que alguns amigos meus. Não estou falando de todos, pois não conheço a fundo a história de ninguém. Garanto que muitos conterrâneos de Jacareí tiveram histórias parecidas com a minha, afinal sempre que ouço histórias de pessoas da minha época de infância, me identifico também com algumas situações.
E continuando o tema do post anterior em que falo um pouco de uma fase em que cometi alguns deslises, nos anos de 1992 e 1993.
Pois é nessa época, em que eu era chegado em um fliperama, muitas vezes eu acabei "assaltando" uns trocados lá em casa. Moedas que ficavam jogasdas por ali, eu já afanava, troco de coisas que ia comprar, eu não devolvia. E isso que nesses anos estávamos passando dificuldades financeiras. Mas eu não estava nem aí. Ah! Deixe eu abrir um parêntesis nessa história: "Não me orgulho em nada dessas atitudes de pegar dinheiro sem pedir, ou simplesmente ROUBAR, eu poderia pedir... nem sempre ia ganhar mas seria muito melhor da minha parte ter pedido aos meus pais quando eu quisesse dinheiro".
Tínhamos uma chance de ter dinheiro todos os meses, que era trocando telesenas velhas no correio, e esse dinheiro minha mãe sempre nos dava.
Mas até que caiu a minha ficha de pois de um tempo e eu vi que o que eu estava fazendo não era certo e fiquei com a conciência pesada e tenho esse sentimento sobre aquela época até hoje.
Por isso que eu coloquei no título desse post: "É errando que se aprende". Pois com esse erro que cometi, que não era por falta de educação dos meus pais não, pois eles são exemplo de honestidade, que eu acabei reforçando o aprendizado que eles me deram. Hoje eu, sinceramente, não consigo ver minhas atitudes de outra forma a não ser de maneira CORRETA, HONESTA, LEAL, enfim, sempre dentro da LEI e da ORDEM.
Outra coisa que se eu não me engano foi por esses anos ou um pouco antes, é que apesar de os pais da gente sempre falar que ão há preferência entre os filhos, são todos iguais e tratamos todos do mesmo jeito. Eu sentia que o meu irmão mais velho sempre ficava com a maioria das culpas do que acontecia com a gente.
E eu um dia fui me aproveitar da situação e me arrependi e me envergonhei profundamente do que eu causei. Vou contar o que lembro:
Estávamos caminhando na rua de casa (Rua dos Miosótis), subindo, eu, tinha mais alguém acho que era o Cleyton (meu irmão "do meio") e o Chris (o mais velho). Até que o Chris achou um pedaço de pau na rua e jogou em direção ao um terreno baldio. Na tragetória do pedaço de pau, ele atingiu a minha mão. Claro que não foi de propósito e nem havia machucado tanto ou estava doendo. Mas eu era o caçulinha, e todo cheio de manhas, corri pra casa dizendo que o Chris "tinha me TACADO um pau na mão". E meu pai partiu pra cima dele de uma maneira (ele foi o único dos irmãos que chegou a apanhar do meu pai) que ele caiu e bateu as costas na beliche onde nos dormíamos e chorou pois deve ter doído bastante. Fora a dor de apanhar sem merecer.
Então como eu tinha plena conciência do que eu tinha causado, fiquei morrendo de remorço e quando o Chris estava na cama chorando, eu fui até lá e disse pra ele que ele nunca mais ia apanhar por minha causa, nem ser chingado nem nada. E pra mim isso ficou gravado e hoje eu sei que ele (Chris) sempre quis o melhor pra mim e eu pra ele. Nunca mais tivemos problema nenhum e eu sempre o tive como um grande exemplo de pessoa. Uma boa palavra pra expressar o que eu aprendi com isso foi que eu amo meu irmão e ele sempre precisa estar por perto pra que nós possamos um ajudar o outro.
É isso.
E continuando o tema do post anterior em que falo um pouco de uma fase em que cometi alguns deslises, nos anos de 1992 e 1993.
Pois é nessa época, em que eu era chegado em um fliperama, muitas vezes eu acabei "assaltando" uns trocados lá em casa. Moedas que ficavam jogasdas por ali, eu já afanava, troco de coisas que ia comprar, eu não devolvia. E isso que nesses anos estávamos passando dificuldades financeiras. Mas eu não estava nem aí. Ah! Deixe eu abrir um parêntesis nessa história: "Não me orgulho em nada dessas atitudes de pegar dinheiro sem pedir, ou simplesmente ROUBAR, eu poderia pedir... nem sempre ia ganhar mas seria muito melhor da minha parte ter pedido aos meus pais quando eu quisesse dinheiro".
Tínhamos uma chance de ter dinheiro todos os meses, que era trocando telesenas velhas no correio, e esse dinheiro minha mãe sempre nos dava.
Mas até que caiu a minha ficha de pois de um tempo e eu vi que o que eu estava fazendo não era certo e fiquei com a conciência pesada e tenho esse sentimento sobre aquela época até hoje.
Por isso que eu coloquei no título desse post: "É errando que se aprende". Pois com esse erro que cometi, que não era por falta de educação dos meus pais não, pois eles são exemplo de honestidade, que eu acabei reforçando o aprendizado que eles me deram. Hoje eu, sinceramente, não consigo ver minhas atitudes de outra forma a não ser de maneira CORRETA, HONESTA, LEAL, enfim, sempre dentro da LEI e da ORDEM.
Outra coisa que se eu não me engano foi por esses anos ou um pouco antes, é que apesar de os pais da gente sempre falar que ão há preferência entre os filhos, são todos iguais e tratamos todos do mesmo jeito. Eu sentia que o meu irmão mais velho sempre ficava com a maioria das culpas do que acontecia com a gente.
E eu um dia fui me aproveitar da situação e me arrependi e me envergonhei profundamente do que eu causei. Vou contar o que lembro:
Estávamos caminhando na rua de casa (Rua dos Miosótis), subindo, eu, tinha mais alguém acho que era o Cleyton (meu irmão "do meio") e o Chris (o mais velho). Até que o Chris achou um pedaço de pau na rua e jogou em direção ao um terreno baldio. Na tragetória do pedaço de pau, ele atingiu a minha mão. Claro que não foi de propósito e nem havia machucado tanto ou estava doendo. Mas eu era o caçulinha, e todo cheio de manhas, corri pra casa dizendo que o Chris "tinha me TACADO um pau na mão". E meu pai partiu pra cima dele de uma maneira (ele foi o único dos irmãos que chegou a apanhar do meu pai) que ele caiu e bateu as costas na beliche onde nos dormíamos e chorou pois deve ter doído bastante. Fora a dor de apanhar sem merecer.
Então como eu tinha plena conciência do que eu tinha causado, fiquei morrendo de remorço e quando o Chris estava na cama chorando, eu fui até lá e disse pra ele que ele nunca mais ia apanhar por minha causa, nem ser chingado nem nada. E pra mim isso ficou gravado e hoje eu sei que ele (Chris) sempre quis o melhor pra mim e eu pra ele. Nunca mais tivemos problema nenhum e eu sempre o tive como um grande exemplo de pessoa. Uma boa palavra pra expressar o que eu aprendi com isso foi que eu amo meu irmão e ele sempre precisa estar por perto pra que nós possamos um ajudar o outro.
É isso.
Sábado, Junho 13, 2009
Um pouco a frente do seu tempo
O título do post pode ser para o bem ou para o mal. Para o bem, se encarado isoladamente. E para o mal depois que terminar de ler o post.
"Um pouco a frente do seu tempo"... esse sou eu em 1992. Na escola, no bairro, entre os amigos eu sempre estava um pouco além, e não era pra se achar não. Talvez por eu ter dois irmãos mais velhos eu estava sempre aprendendo com eles, portanto, aprendendo coisas que iam além da minha idade.
Na escola, enquando meus coleguinhas estavam correndo atrás de uma bola, jogando futebol, eu estava atrás das meninas. Os assuntos que eu me interessava não era simplesmente brincadeiras. Como no post anterios eu me interessava por dinheiro, status, reconhecimento. Reconhecimento.. essa é a palavra certa para definir minha personalidade naquele momento. Eu queria era ser o melhor aluno, o melhor amigo, o mais paquerador, o mais namorador, o que dava o melhor beijo (opa! com 10 anos.. sim, a muito tempo) enfim.. eu sempre queria ser O MELHOR. Em tudo o que fazia, queria ter competidores que me fizesse melhorar ainda mais. Quando algum colega tirava uma nota melhor, eu estudava mais para na próxima, ser o melhor. Era assim em tudo.
No dia-a-dia, no comportamento e nas atitudes. As atitudes também estavam além da 2ª série que eu frequentava. Nesse ano eu já começava a matar aulas pra ficar no fliperama. E começava a ter a minha mãe chamada na escola para resolver esse tipo de falhas no meu comportamento como aluno.
As professoras não conseguiam entender: "Como um aluno com tantas boas notas, e com um comportamento dentro da sala de aula, exemplar, podia aprontar fora da escola"
Nesse ano não foi tanto. Só era um pouco de curiosidade mesmo.
Era um pouco de "Gênio Indomável" que tinha dentro de mim..
continuo em outro post..
"Um pouco a frente do seu tempo"... esse sou eu em 1992. Na escola, no bairro, entre os amigos eu sempre estava um pouco além, e não era pra se achar não. Talvez por eu ter dois irmãos mais velhos eu estava sempre aprendendo com eles, portanto, aprendendo coisas que iam além da minha idade.
Na escola, enquando meus coleguinhas estavam correndo atrás de uma bola, jogando futebol, eu estava atrás das meninas. Os assuntos que eu me interessava não era simplesmente brincadeiras. Como no post anterios eu me interessava por dinheiro, status, reconhecimento. Reconhecimento.. essa é a palavra certa para definir minha personalidade naquele momento. Eu queria era ser o melhor aluno, o melhor amigo, o mais paquerador, o mais namorador, o que dava o melhor beijo (opa! com 10 anos.. sim, a muito tempo) enfim.. eu sempre queria ser O MELHOR. Em tudo o que fazia, queria ter competidores que me fizesse melhorar ainda mais. Quando algum colega tirava uma nota melhor, eu estudava mais para na próxima, ser o melhor. Era assim em tudo.
No dia-a-dia, no comportamento e nas atitudes. As atitudes também estavam além da 2ª série que eu frequentava. Nesse ano eu já começava a matar aulas pra ficar no fliperama. E começava a ter a minha mãe chamada na escola para resolver esse tipo de falhas no meu comportamento como aluno.
As professoras não conseguiam entender: "Como um aluno com tantas boas notas, e com um comportamento dentro da sala de aula, exemplar, podia aprontar fora da escola"
Nesse ano não foi tanto. Só era um pouco de curiosidade mesmo.
Era um pouco de "Gênio Indomável" que tinha dentro de mim..
continuo em outro post..
Quarta-feira, Junho 10, 2009
Nunca disse que fui "santo"
"Não só de história bonitas vive um cara atualmente exemplar" (Clérice Rodrigo de Moura)
Esse poderia ser um resumo deste post. É como eu sempre digo: Eu não tenho medo do meu passado, acredito que ele me trouxe ao que sou hoje. Se faria algo diferente? Se tivesse como voltar ao passado com a cabeça de hoje. Claro que sim! Quem nunca cometeu burradas. As que vou postar hoje são só o começo, quando dispertei para a rebeldia, e experimentei de suas tentadoras ofertas.
Vamos lá..
Começando pela ambição em ter dinheiro, seja pra levar pra gastar na escola, ou pra "jogar fliperama", ou video-game nas locadoras que estavam se tornando febre na cidade. Talvez a ambição pelo dinheiro não fosse o pior dos defeitos mas a maneira de obtê-lo sim. Primeiro, vou relatar um lado bom... comecei logo cedo a ter gosto pelo dinheiro e contar o quanto tinha, primeiro por meu pai deixar sempre nós (eu e meus irmãos) contar o seu salário a cada mês, depois por permitir que tivéssemos nosso primeiro "negócio". Esse negócio era baseado em vender sacolé (ou chup-chup, ou geladinho), primeiro em casa mesmo, depois saíamos com uma caixinha de isopor na cidade, principalmente no "Parque dos Eucaliptos". Tinha também um tempo em que vendíamos uns saquinhos de leite-de-soja, que meu pai ganhava na empresa onde trabalhava. E issso tudo fazendo aumentar o meu gosto pelo dinheiro. E quando a fonte secou, ou melhor, quando não tínhamos mais o que vender e de onde tirar dinheiro.
Aí não fazíamos mais o nosso bico de vendedor, e continuávamos querendo comprar chocolates, ou gastar com outras besteiras. Bom o chocolate era fácil, como Marcelo D2 disse na música 1967: "pra ficar um pouco mais roubava no supermercado, pra mim isso nunca foi pecado". Eu e outras crianças da minha idade e condição financeira, roubávamos mesmo no supermercado, e para nós isso não era nenhum pecado. Tínhamos vontade de ter o que outras crianças ricas tinham e a única maneira era essa. Claro que éramos crianças e não tínhamos noção do que estávamos fazendo.
Deixávamos de pagar passagem no ônibus para não caminhar pra casa, pulando ou passando por debaixo da roleta. E em últimos casos eu assumo.... tirei dinheiro da carteira do meu pai. Não sei se ele vai ler isso, mas eu não tenho vergonha de dizer. Era criança, sabia o que estava fazendo, mas isso não influênciou na minha educação. Isso pode ser visto por quem me conhece hoje. Pra falar a verdade essa foi uma das atitudes a qual eu me envergonho.
Esse poderia ser um resumo deste post. É como eu sempre digo: Eu não tenho medo do meu passado, acredito que ele me trouxe ao que sou hoje. Se faria algo diferente? Se tivesse como voltar ao passado com a cabeça de hoje. Claro que sim! Quem nunca cometeu burradas. As que vou postar hoje são só o começo, quando dispertei para a rebeldia, e experimentei de suas tentadoras ofertas.
Vamos lá..
Começando pela ambição em ter dinheiro, seja pra levar pra gastar na escola, ou pra "jogar fliperama", ou video-game nas locadoras que estavam se tornando febre na cidade. Talvez a ambição pelo dinheiro não fosse o pior dos defeitos mas a maneira de obtê-lo sim. Primeiro, vou relatar um lado bom... comecei logo cedo a ter gosto pelo dinheiro e contar o quanto tinha, primeiro por meu pai deixar sempre nós (eu e meus irmãos) contar o seu salário a cada mês, depois por permitir que tivéssemos nosso primeiro "negócio". Esse negócio era baseado em vender sacolé (ou chup-chup, ou geladinho), primeiro em casa mesmo, depois saíamos com uma caixinha de isopor na cidade, principalmente no "Parque dos Eucaliptos". Tinha também um tempo em que vendíamos uns saquinhos de leite-de-soja, que meu pai ganhava na empresa onde trabalhava. E issso tudo fazendo aumentar o meu gosto pelo dinheiro. E quando a fonte secou, ou melhor, quando não tínhamos mais o que vender e de onde tirar dinheiro.
Aí não fazíamos mais o nosso bico de vendedor, e continuávamos querendo comprar chocolates, ou gastar com outras besteiras. Bom o chocolate era fácil, como Marcelo D2 disse na música 1967: "pra ficar um pouco mais roubava no supermercado, pra mim isso nunca foi pecado". Eu e outras crianças da minha idade e condição financeira, roubávamos mesmo no supermercado, e para nós isso não era nenhum pecado. Tínhamos vontade de ter o que outras crianças ricas tinham e a única maneira era essa. Claro que éramos crianças e não tínhamos noção do que estávamos fazendo.
Deixávamos de pagar passagem no ônibus para não caminhar pra casa, pulando ou passando por debaixo da roleta. E em últimos casos eu assumo.... tirei dinheiro da carteira do meu pai. Não sei se ele vai ler isso, mas eu não tenho vergonha de dizer. Era criança, sabia o que estava fazendo, mas isso não influênciou na minha educação. Isso pode ser visto por quem me conhece hoje. Pra falar a verdade essa foi uma das atitudes a qual eu me envergonho.
A cópia do Pai (adorava - e adoro - ser chamado assim!)
E em tempo de assimilação das informações, quando tinha idéia definida do que me diziam. E não só ouvia e concordava sem entender nada... uma das coisas que mais gostava de fazer era sair com meu pai, participar das conversas que ele tinha com os amigos e ser classificado como "cópia" dele, uma das maneiras que eu era chamado por colegas de trabalho dele, aos quais ele me levava para encontros era "Celsinho".. e eu adorava, de verdade.
E eu sempre me interessava pelo trabalho e mais a frente vou relatar uma faser de minha vida em que pude colocar em prática todo esse meu interesse.
Mas hoje vou lembrar de duas situações em que me lembro de encontros que meu pai teve com cologas de trabalho e que estive presente. Um foi em um restaurante que também costumávamos ir em família, naquele dia eu como já disse em outros posts, mostrava interesse na conversa e nos assuntos conversados ali, e eu era ouvido ( o que era melhor). Não estava ali só pra fazer companhia pro meu pai, e sim pra bater um papo com adultos, coisa que toda criança nessa época era excluída. E comigo não... fui aceito e ouvido. Só posso falar por mim e não por meus irmãos, mas isso eu acho que foi determinante em minha educação e o modo de ver o trabalho, os negócios, as relações de trabalho ou network (como se diz hoje em dia). Mas foi um jantar interessante... imagina... em um restaurante razoavelmente chique (era, digamos, aconchegante)... uma mesa com, não me lembro bem, mas acho que 4 adultos e 1 criança, falando sobre assuntos de trabalho onde eu, mesmo muleque, dava meus pitacos.
Outra vez em que fui a um desses encontros, foi na casa de um colega de trabalho de meu pai. Também tinha vários outros amigos dele e lembro desse dia, principalmente, porque um desses que estavam no encontro havia levado a filha também, ou seja, eu não era a única criança no meio. E era uma menina bonita e lembro que já começavam a, digamos, empurrar um para o outro. Sabe aquela velha história: "Encontrou uma namoradinha!?" Então... foi assim.
Não lembro muito mais desse dia, sei que na casa em que fomos tinha um papagaio que era a atração para eu e a outra menina... então não participamos muito das conversas dos adultos dessa vez.
Bom... por esse post é isso..
o próximo vou começar a relatar um lado meno bonito da minha vida, afinal... esse relato é pra ser o mais próximo de tudo que aconteceu comigo até hoje (que eu tenha lembrança)... então tneho que relatar tanto o meu lado bom, quanto o ruim....
abraços..e até o próximo post...
E eu sempre me interessava pelo trabalho e mais a frente vou relatar uma faser de minha vida em que pude colocar em prática todo esse meu interesse.
Mas hoje vou lembrar de duas situações em que me lembro de encontros que meu pai teve com cologas de trabalho e que estive presente. Um foi em um restaurante que também costumávamos ir em família, naquele dia eu como já disse em outros posts, mostrava interesse na conversa e nos assuntos conversados ali, e eu era ouvido ( o que era melhor). Não estava ali só pra fazer companhia pro meu pai, e sim pra bater um papo com adultos, coisa que toda criança nessa época era excluída. E comigo não... fui aceito e ouvido. Só posso falar por mim e não por meus irmãos, mas isso eu acho que foi determinante em minha educação e o modo de ver o trabalho, os negócios, as relações de trabalho ou network (como se diz hoje em dia). Mas foi um jantar interessante... imagina... em um restaurante razoavelmente chique (era, digamos, aconchegante)... uma mesa com, não me lembro bem, mas acho que 4 adultos e 1 criança, falando sobre assuntos de trabalho onde eu, mesmo muleque, dava meus pitacos.
Outra vez em que fui a um desses encontros, foi na casa de um colega de trabalho de meu pai. Também tinha vários outros amigos dele e lembro desse dia, principalmente, porque um desses que estavam no encontro havia levado a filha também, ou seja, eu não era a única criança no meio. E era uma menina bonita e lembro que já começavam a, digamos, empurrar um para o outro. Sabe aquela velha história: "Encontrou uma namoradinha!?" Então... foi assim.
Não lembro muito mais desse dia, sei que na casa em que fomos tinha um papagaio que era a atração para eu e a outra menina... então não participamos muito das conversas dos adultos dessa vez.
Bom... por esse post é isso..
o próximo vou começar a relatar um lado meno bonito da minha vida, afinal... esse relato é pra ser o mais próximo de tudo que aconteceu comigo até hoje (que eu tenha lembrança)... então tneho que relatar tanto o meu lado bom, quanto o ruim....
abraços..e até o próximo post...
Quarta-feira, Junho 03, 2009
E na escola, uma mania se mantêm até hoje (eu acho)
Bom.... os anos em que eu passei na escola João Feliciano, presenciei alguns comportamentos dos alunos que estudavam ali que eram verdadeiras marcas dessa escola. Uma delas era, o "sinal" de alerta quando tinha alguma confusão, briga principalmente. Esse sinal não era feito pela escola, ou por um dispositivo qualquer e sim pelos alunos. Cada vez que tinha uma confusão ou briga, primeiro os alunos que estavam perto faziam uma roda em volta da confusão e começavam a gritar: "Iiiie, iiiie, iiie..." E assim todos que estavam longe da confusão, seguiam o barulho e chegavam para olhar. E nisso vinham também os "inspetores de aluno" e acabavam com a confusão, levando todos para a direção.
Essa cena, eu além de ter presenciado várias vezes, fui causador de um desses alertas. Lembro bem com quem foi. O Maurício, que estava em um outra turma, nem me lembro se ele era mais velho ou mais novo, mas lembro que ele era irmão de um colega da minha turma. Estavamos no meio do intervalo (recreio) e sei lá como começou mas de repente estavamos brigando. Primeiro eram socos para todo lado, depois eu consegui pegar ele pelo pescoço e fiquei segurando e tentando derrubar ele, e nisso a galera toda já tava gritando e já tinham feito uma roda em volta e logo os inspetores estavam lá e fomos para a direção.
Nessa época eu era bem arteiro e minha mãe era chamada com frequencia pela direção da escola. Mas era uma escola boa, a merenda sempre era gostosa, a escola tinha um pátio grande e sempre tinha festas pros alunos.
Sobre esse período em que estudei no João Feliciano é disso que me lembro. Quem sabe me lembro de mais alguma coisa e posto aqui. Até lá...
Essa cena, eu além de ter presenciado várias vezes, fui causador de um desses alertas. Lembro bem com quem foi. O Maurício, que estava em um outra turma, nem me lembro se ele era mais velho ou mais novo, mas lembro que ele era irmão de um colega da minha turma. Estavamos no meio do intervalo (recreio) e sei lá como começou mas de repente estavamos brigando. Primeiro eram socos para todo lado, depois eu consegui pegar ele pelo pescoço e fiquei segurando e tentando derrubar ele, e nisso a galera toda já tava gritando e já tinham feito uma roda em volta e logo os inspetores estavam lá e fomos para a direção.
Nessa época eu era bem arteiro e minha mãe era chamada com frequencia pela direção da escola. Mas era uma escola boa, a merenda sempre era gostosa, a escola tinha um pátio grande e sempre tinha festas pros alunos.
Sobre esse período em que estudei no João Feliciano é disso que me lembro. Quem sabe me lembro de mais alguma coisa e posto aqui. Até lá...
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