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Quinta-feira, Outubro 14, 2010

Rebelde! Eu? Só por um tempo...

Boa, galera.
E como eu fiz coisas em 1997. É como eu sempre digo, fiz "de um tudo", na minha adolescência-juventude. Coisas que me orgulho, coisas que nem tanto.. mas... é muita história pra contar. Uma dessas histórias são de minha explosão de estresse nos últimos meses que trabalhei na Sorveteria Crenata. Não pela sorveteria em si, mas pelo acumulo dede atividades que tinha naquele ano. Só pra ter uma idéia:
De segunda a segunda - Trabalhar das 15:30 as 23:30 (folgava apenas em quintas-feiras)
De segunda a sexta - Estudar as 7:00 as 12:00
Domingo - Curso de Informática na Microcamp das 8:30 as 11:30

Me sobravam quintas de tarde, sabados de manhã. Os outros dias estava atarefado todo o ano de 1997. Me ralei naquele ano. Então quando chegou no finalzinho do ano, que começou a esquentar (com a primavera e a proximidade do verão), e o movimento da sorveteria começou a subir. Ficávamos trabalhando até altas horas, muito mais que as 23:30 combinadas. Aí eu comecei a ficar "doidão".
Já não queria mais trabalhar, já estava louco pra que o ano escolar acabasse, e já não rendia a mesma coisa no curso. Então que eu avacalhei tanto no trabalho que fui mandado embora, sem justa-causa, com direito a tudo é claro. A notícia da minha demissão a princípio foi minha "Carta de Alforria", o que depois, muito depois, acabou se revelando um fato muito ruim. E no ano de 1998, pra coroar minha estupidez, decidi não fazer minha matrícula na escola, e fiquei aquele ano sem iniciar meus estudos. Eu, agora desempregado, mas cheio da grana, já que havia recebido todos os meus direitos trabalhistas, estava feliz da vida, gastando tudo que ganhei da recisão, e do seguro desemprego em fliperama, festas e bebidas.
Mas assim que o dinheiro foi acabando, como não era nada comum ganharmos  (eu e meus irmãos) dinheiro do meu pai, eu fui percebendo que havia feito as piores escolhas para aquele momento. E então em maio/junho de 98 estava eu, sem dinheiro, sem emprego e ainda por cima não dava mais tempo de voltar a estudar. Posso dizer que de tudo que eu fiz na minha vida (pelo menos do que me lembro), essas foram as piores atitudes que tomei. Fazer por merecer uma demissão e não estudar em 1998.
Nesses meses, já não estávamos morando mais no bairro Parque Santo Antônio de Jacareí e sim no bairro Jardim Paraíso, e pra quem conhece sabe que, pelo menos em 98, o Jardim Paraíso podia ser tudo, menos "um paraíso".rsrsrs... Mesmo assim, naquela vadiagem que eu vivia, o que me restava era ficar na rua "aprontando", ir nas festas populares, de rua, as quais não se paga pra entrar, tipo festa de São João e tudo isso para correr atrás das meninas. Uma das minhas namoradinhas dessa época era e Débora (o irmão dela a chamava de Débrão, que loucura né!), eu iria fazer 16 anos e ela tinha 14 ou 15 (mas quem via pensava que ela tbem tinha uns 16/17, muito bonita). Era uma morena, tinha a mesma altura que eu, com boas medidas: seios e bumbuns de bom tamanho, cintura fina... se quer ter uma idéia de como eu lembro dela, pode-se dizer que ela se parece com a atriz Mariana Rios, aquela que fazia Malhação e hoje faz Araguaia. Mas essa eu tive que acabar sendo bem, como posso dizer... "recatado" com ela.. pois o irmão dela já sabia do caso, e no final o pai dela também acabou sabendo e me prensou sobre minhas intenções. Bom aí você imagina, né? Me borrei todo.. hehe
Bom, na verdade, naquela época tudo era festa, eu não era nada fiel, e pra uma diversão um pouco mais ousada, tinha uma menina do bairro que era a "minha outra".
E isso foi só até junho ou julho desse ano. Até que recebemos em nossa casa a visita do primo do meu pai, o Nelson, com a família toda, a mulher, as duas filhas e o genro. Em se falando nas filhas que, se seguirmos o parentesco, seriam minhas primas-segundas, em especial tinha a Bruna, que desde pequenos eu sempre a olhei com outros olhos. É claro que naquela época de 15 pra 16 anos,  a gente não escolhe com quem "fica", quer mais é ficar com todas. Aí eu não tinha nada pra fazer em Jacareí, já havia voltado a procurar emprego, mas não tinha encontrado nada, então o Nelson, me convidou pra passar um tempo na casa dele em São Paulo-capital, que poderia ter mais oportunidades por lá. E fui..... fiquei um mês mais ou menos por lá. Mas o que aconteceu lá eu conto em outro post se eu tiver coragem..

Até mais..
Clérice Rodrigo de Moura

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