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Quarta-feira, Dezembro 28, 2011

Uma vida inteira em poucos meses

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Como eu disse no final do post anterior, eu passei muito do tempo em que estive sem meus pais em Jacareí na casa da minha namorada da época, a Andreza. Os pais e irmãos dela eram muito legais comigo, a família toda (pois viajei com eles para Minas Gerais no Natal e Ano Novo) me acolheu super bem. Me consideravam como parte da família mesmo, até sabendo da minha situação em estar longe dos meus pais.



Talvez lendo esses posts, pensem em algo como eu ter sido deixado e tal.. mas NÃO. Ter ficado em Jacareí foi uma escolha minha, eu só estava arcando com as consequências. Que fique bem claro isso!

Pois então.... Mesmo com todo esse carinho que eu recebia da família da minha namorada e o dela também é claro. Eu não era um exemplo de namorado, no que diz respeito a fidelidade. Coisa que eu aprendi a desenvolver depois de me mudar para o RS, mas naquela época, com 17 anos e estando como diz o ínicio da letra da música Fugidinha: "Bem na parada", não havia meios de ser fiel. Sinto muito, Andreza...
Então é que chego no "por que?" do título desse post. Começou na verdade uns meses antes de meus pais se mudarem.
Foi quando eu comecei a sair pra baladas e me descobri, digamos assim. Porque, até então, eu era super tímido e só havia namorado a Daniele na época da Crenata, por ela ser mais atirada (digamos assim!) porque se dependesse de mim ela ia fica na vontade. Ela (a Dani), além de tirar o meu kb*o, quero dizer virgindade, me abriu os olhos par anovas possibilidades. Depois dela eu acabei ficando mais namorador, mas ainda dentro dos limites bairro/escola. E quando chegou as primeiras baladas, esses limites se expandiram.
A primeira vez que saí, na Galeria (a melhor danceteria que eu já fui), foi desastrosa, a minha inexperiência deve ter ficado evidente, e eu fiquei no 0 x 0. Isso me traumatizou um pouco e fiquei um bom tempo sem sair. Até que comecei a ir na Eclipse Danceteria, que nesse momento já era minha segunda casa.
Íamos tanto nessa Eclipse, que pode-se dizer que no ano de 1999, fomos em + ou - 90% das festas promovidas lá. Nesse meio tempo eu já havia engatado o namoro com a Andreza e vivia enrolado em algumas "ficadas" escondidas, as vezes deixando ela me esperando enquanto eu ia "no banheiro".
Até que em no reveillon de 1999 eu estava em Minas Gerais e meu irmão e amigos, fizeram uma festinha com algumas garotas onde eu morava. Só fiquei sabendo quando voltei. E claro, me arrependi de não ter participado. Mas o melhor ainda estaria por vir.
Foi então que passado uns meses, em um final de semana que eu havia brigado com minha namorada, fui a Eclipse sozinho. Chegando lá, encontro 2 garotas que estavam na "tal festa". E elas que também sentiram minha falta na ocasião, me perguntaram: "Ué?! Cadê a sua na-mo-ra-da?". E eu expliquei que havíamos brigado e que eu tinha saído sozinho para encontrar as amigas. Elas, com um jeito que eu não preciso descrever, me falaram da festa e de como eu fiz falta, lá, naquele dia. Mas, que poderiam fazer uma festa particular, só pra mim. Ahhhhh! Sério?
Imagina, eu tando acabado de ter uma arranca-rabo com a minha namorada, de saco cheio de ter que ficar prestando esclarecimentos de tudo e me aparecem duas me propondo uma "festinha particular". Eu ia recusar? Claro que não!
Era uma sexta-feira e ficou marcado para quarta-feira na minha casa, a nossa festinha.
No restante daquele final de semana, a Andreza me procurou e voltamos. Aí é que vem a melhor parte da história: Como eu ia desmarcar o encontro com as duas? ou, como eu ia despistar a Andreza na quarta a noite?
Decidi tentar resolver a segunda questão, pois desmarcar um encontro com duas gatas era uma coisa impossível de se imaginar.
Na quarta, eu estava tenso.... não sabia o que fazer. A Andreza louca pra matar aula e eu insistindo que ela não deveria e que eu a levaria na escola e a buscaria também. Mas ela estava desconfiada. Eu dizendo que levaria ela na escola, e que iria pra minha casa e não a dela, com a desculpa de fazer uma faxina. Humm... isso tinha tudo pra dar merda.
Levei ela pra escola, fui pra minha casa e comecei a dar uma geral no cafofo, e então que chega as duas. Eu tremia, pois alguma coisa no ar dizia que aquilo não ia dar certo. Mas elas entraram, eu fechei a porta e ficamos no quarto....

continua...

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